Levantamento da AtlasIntel/Bloomberg indica liderança de Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno; resultado marca mudança em relação às pesquisas anteriores e reforça a volatilidade da disputa presidencial de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos principais cenários testados pela mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. O levantamento mostra Lula com 46,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36,6% de Flávio Bolsonaro, enquanto, em uma eventual disputa de segundo turno, o petista venceria por 48,8% a 42,3%, abrindo vantagem que não existia nas rodadas anteriores da pesquisa.
Destaques da pesquisa
- 1º turno
- Lula: 46,3%
- Flávio Bolsonaro: 36,6%
- Vantagem de Lula: 9,7 pontos percentuais
- 2º turno
- Lula: 48,8%
- Flávio Bolsonaro: 42,3%
- Vantagem de Lula: 6,5 pontos percentuais
A nova sondagem representa uma inflexão importante na corrida presidencial. Nos primeiros meses de 2026, AtlasIntel e outros institutos chegaram a registrar empate técnico — e, em alguns levantamentos, até vantagem numérica de Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro. Agora, os números apontam recuperação da vantagem de Lula tanto na disputa inicial quanto na projeção para o segundo turno.
Segundo a AtlasIntel/Bloomberg, o levantamento foi realizado entre 26 e 30 de junho, com 4.999 entrevistados, apresentando margem de erro de um ponto percentual. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, outros pré-candidatos aparecem bem abaixo nas intenções de voto, sem ameaçar a liderança dos dois principais nomes avaliados pelo instituto.
Os resultados ajudam a contextualizar o atual momento político. Enquanto Lula mantém desempenho consolidado no eleitorado pesquisado, Flávio Bolsonaro registra recuo em relação às pesquisas anteriores da AtlasIntel. Especialistas observam que pesquisas eleitorais refletem o cenário do momento e podem variar ao longo da campanha, especialmente diante de mudanças no ambiente político e econômico.
Apesar da vantagem registrada, a eleição presidencial ainda se encontra em fase pré-eleitoral. Historicamente, pesquisas de intenção de voto captam tendências do eleitorado, mas não representam previsão definitiva do resultado das urnas. O cenário tende a sofrer alterações conforme a definição das candidaturas, formação de alianças e evolução do debate político nacional.