
Ligação na manhã desta sexta, 21, abordou tarifas comerciais, cooperação contra crime organizado e conflitos internacionais; Planalto classifica diálogo como cordial e produtivo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na manhã desta sexta-feira, 21. A ligação, que durou 1 hora e 20 minutos segundo comunicado do Palácio do Planalto, tratou de tarifas comerciais impostas por Washington a produtos brasileiros, cooperação bilateral para combate ao crime organizado e a busca por solução para conflitos internacionais.
De acordo com a nota oficial, a conversa ocorreu em tom cordial. Lula agradeceu a retirada da tarifa adicional de 40% sobre parte da pauta brasileira, como carne, café e frutas, mas afirmou que outros produtos permanecem tarifados e precisam avançar em negociação.
O Planalto informou que o combate ao crime organizado foi um dos eixos centrais do telefonema. Lula destacou operações recentes do governo federal para asfixiar financeiramente facções e apontou ramificações que operam a partir do exterior, incluindo uso de contas nos EUA para lavagem de dinheiro, o que inclui a atuação do PCC.
Do lado americano, Trump afirmou que os dois tiveram uma conversa positiva sobre comércio e sanções. Em publicação nas redes sociais, disse que pretende voltar a se encontrar com Lula em breve.
Tarifas seguem como principal entrave comercial
Os EUA impuseram em 2025 tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros. Parte das sobretaxas foi retirada no final do ano. Segundo o Planalto, Lula defendeu avanço rápido nas tratativas para os itens ainda taxados. Não houve anúncio de acordo ou cronograma durante a ligação.
Cooperação contra crime organizado e agenda internacional
De acordo com o governo brasileiro, Lula defendeu reforço da cooperação transnacional para atingir o alto escalão do crime organizado. A Receita Federal já havia identificado empresas em Delaware usadas para lavagem em investigações recentes.
De acordo com o Planalto, Trump manifestou disposição para apoiar iniciativas conjuntas. Os presidentes concordaram em voltar a conversar sobre o andamento das medidas. Conflitos como o da Ucrânia e do Irã foram citados como pontos de preocupação, sem anúncio de posição conjunta.
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Ronaldo José
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Uma resposta
Tomara que Trump tenha mais coerência e retire estas taxas impostas sem fundamentos.