
Encontro reuniu sete municípios do Sul Fluminense no Central Sport Club e marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha

Barra do Piraí sediou nesta quarta-feira (19) o 1º Fórum de Integração das Redes Municipais de Atendimento à Mulher. O encontro, realizado no Central Sport Club, reuniu representantes de sete municípios do Sul Fluminense para definir estratégias conjuntas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero. A iniciativa foi da Secretaria Municipal da Mulher, dentro da programação do Agosto Lilás.
Além de Barra do Piraí, participaram do fórum os municípios de Volta Redonda, Valença, Vassouras, Piraí, Pinheiral e Rio das Flores. O objetivo central foi integrar os serviços municipais de acolhimento, permitindo a troca de experiências e a replicação de boas práticas na região.
A programação foi dividida em quatro painéis temáticos, com foco em prevenção, políticas públicas, acolhimento e encaminhamento de vítimas. O evento também abordou os 20 anos da Lei Maria da Penha, completados em 2026, e a necessidade de agilidade na aplicação de medidas protetivas.
Prefeita e secretária defendem ação regional integrada

Na abertura, a prefeita Katia Miki afirmou que sediar o fórum coloca Barra do Piraí em posição de liderança regional na pauta.
“Sediar este 1º Fórum demonstra que Barra do Piraí está comprometida em liderar transformações reais na nossa região. Unir sete municípios em torno da proteção feminina fortalece o Sul Fluminense”, declarou.
A secretária municipal da Mulher, Daniella de Oliveira, destacou que a integração das redes é necessária para evitar falhas no atendimento.
“Integrar as redes municipais é um passo fundamental para garantir que nenhuma mulher se sinta desassistida, independentemente de qual cidade ela esteja. O Agosto Lilás e os 20 anos da Lei Maria da Penha nos lembram que a proteção precisa ser contínua, ágil e acolhedora”, afirmou.
Polícia e Judiciário cobram articulação para cumprimento de medidas protetivas

Representando as forças de segurança, a delegada da DEAM, Juliana Montes, defendeu o alinhamento entre as polícias e os serviços municipais de acolhimento para incentivar denúncias e interromper o ciclo de violência.
“O combate ao feminicídio e a crimes como o vicaricídio exige uma resposta rápida, articulada e rigorosa. Quando a polícia trabalha em sintonia com a rede de apoio dos municípios, conseguimos romper o ciclo da violência antes que o pior aconteça”, disse.
A juíza Katylene Collyer, representante do Judiciário, tratou da efetividade das medidas protetivas e das novas dinâmicas da violência doméstica.
“A Lei Maria da Penha é um marco, mas sua aplicação se torna ainda mais forte quando dialogamos com toda a rede. Debater temas como o feminicídio e as garantias judiciais nos permite melhorar ainda mais o atendimento”, completou.
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Ronaldo José
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